Pastoreio #55

QUAL A MISSÃO DA IGREJA?

Será que já nos demos conta de quantas igrejas (denominações) foram abertas nos últimos anos no Brasil, cada uma certamente possui a sua história e suas motivações pelas quais foram abertas. Podemos considerar ser algo bom, geralmente se diz que é melhor que se abram igrejas ao invés de bares ou casas de prostituição, mas a pergunta que nos deveríamos fazer é por que abrimos uma denominação?

Talvez tenhamos as mais variadas respostas, desde “Deus me mandou abrir”, “Quero ajudar pessoas”, “Quero pregar a palavra de Deus e não tinha nenhuma igreja certa ou boa”, “Abri uma igreja porque meu negócio é com Deus e não com homens, assim tenho liberdade de “receber direto” de Deus o que Ele quer para a minha denominação”, teríamos provavelmente as mais diversas respostas como motivos para a abertura de uma igreja (denominação/instituição).

Segundo pesquisa realizada pelo IBGE em 2010, os que se declararam evangélicos eram 22,2%, desse percentual 60,0% eram de origem pentecostal, 18,5%, evangélicos de missão e 21,8 %, evangélicos não determinados.

Fonte: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/14244-asi-censo-2010-numero-de-catolicos-cai-e-aumenta-o-de-evangelicos-espiritas-e-sem-religiao

Talvez na esfera denominacional / institucional teríamos algumas respostas que poderia até ser plausível, tais como, decidi abrir uma denominação porque de onde eu era membro existia má gestão, ou talvez, por ensinarem heresias, ou ainda, por enriquecimento de seus líderes em detrimento da fé alheia e por aí vai.

Nesse pastoreio abordaremos sobre a missão da Igreja (pessoas), que geralmente estão filiadas ou não a uma denominação, servindo com embasamento bíblico, sendo Igreja de Cristo com coerência, santidade, amor e serviço em prol do próximo. Meu objetivo é abordar nesse pastoreio questões que de alguma forma possam nos ajudar a transformar a cada dia a ICPBB em uma denominação que coopera saudavelmente ativamente com o reino de Deus.

Se a Igreja tem uma missão, é certo que essa missão foi dada por Jesus, como Igreja de Cristo não nos representamos, antes representamos Aquele que nos chamou e enviou, Jesus o Filho de Deus.

Antes de falarmos sobre a missão, vamos falar aonde nasce a Igreja de Cristo, para isso vamos deixar claro o que é ser Igreja (pessoas nascidas em Cristo).

 

1º Recorte – AONDE NASCE A IGREJA DE CRISTO?

A palavra Igreja é a tradução do grego (1, p.593) “ekklesia” usada na Grécia para referir-se a reunião dos cidadãos chamados as assembleias legislativas, ou para outros fins (Atos19.32,41). No Novo Testamento essa palavra é usada para designar uma comunidade que reconhece a Jesus Cristo como supremo legislador, por isso se reúnem e congregam para o adorar. A palavra “ekklesia” no grego também é entendida e aplicada para referir-se (2, p.2176) a “um chamado para fora”, uma reunião popular, uma congregação religiosa ou a comunidade de cristãos formada pelos seus membros sobre a terra.

A Igreja de Cristo é composta por todas as pessoas que creem e confessam o Senhor Jesus como o seu Único Senhor.

A Igreja não é um projeto humano, ideia de uma organização, mas a verdadeira Igreja é composta por pessoas que foram alcançadas pela infinita graça de Deus (Tito 2.11-14), Jesus manifestado para todas as pessoas com o objetivo de demonstrar na prática o grande amor do Senhor (João 3.16) pela sua criação, salvando-a da condenação eterna.

Ser Igreja de Cristo não é fazer parte dessa ou daquela instituição, vem antes disso, não é ser membro do pastor tal, ou ainda, estar debaixo de “coberturas espirituais” de lideranças religiosas, ser Igreja de Cristo tem seu nascedouro no coração de Deus que planeja remir o ser humano dos seus pecados e traze-los para perto do Eterno, ser Igreja de Cristo é ser atraído pelo sacrifício de substituição que Jesus fez na cruz, sofrendo e padecendo em nosso lugar.

Somos Igreja de Cristo porque fomos atraídos pelo amor demonstrado na cruz, pela palavra de Deus que alcançou nosso intelecto e vida como um todo, somos Igreja Dele porque também o Espírito Santo agiu em nosso ser, nos convencendo do pecado, e da justiça e do juízo (João 16.7-11).

Somos Igreja por temos crido na pregação do evangelho, por ter confessado que Jesus é o Senhor, consequentemente, por crer Nele temos o privilégio de sermos salvos da condenação e da morte eterna (Marcos
16.15-16).

Não é incomum confundirmos o ser Igreja com o ser instituição, a Igreja pessoas hospeda o Espírito Santo, em sua mente guarda a palavra de Deus, seus sentimentos e comportamentos são norteados pela bíblia e o seu testemunho de vida deixa claro que é um seguidor de Jesus Cristo.

Alguns chamam de Igreja o templo, o prédio e utensílios que lá estão, se assim fizermos por foça de expressão, mas tendo a firme consciência do que é a ser Igreja (pessoas que creem, confessam e vivem segundo os ensinamentos de Jesus Cristo), menos mal, entretanto se de fato acreditarmos que o real interesse do Espírito Santo é chegar antes no templo para receber os crentes, ou ainda, que as cadeiras ou bancos vazios estão sendo ocupados por anjos, então temos ai algo pelo que precisamos nos debruçar e dedicar minuciosa leitura do evangelho para corrigir nosso rumo como Igreja de Cristo.

Em certo tempo atrás não muito distante, alguns cristãos consideravam o ser Igreja a partir do modo como se vestiam ou ainda por serem membros de determinada denominação. Quando eu era mais novo na fé, já cheguei a ser discriminado e não ser considerado crente em Jesus, pelo simples fato de estar de calça jeans, camiseta e tênis, pois o “padrão” para ser considerado crente estava associado ao uso de calça e camisa social, e também o uso de sapato social. Esse julgamento sobre minha pessoa ocorreu pelo fato da pessoa que me julgava ter entendimentos distorcidos sobre o que é ser cristão, para ela, o ser Igreja estava amparado em suas crenças pré-estabelecidas, pré-conceitos, tradições ou ensinamentos distorcidos acerca do que é santidade e do que é ser Igreja de Cristo.

O meu nascimento como Igreja de Cristo não se deu pela troca das peças do guarda-roupa, não passei a ser convertido a Cristo pelo uso de gravata, terno ou dado estilo de roupas, o meu nascimento como Igreja tem origem no Filho de Deus que na cruz morreu por mim.

O meu passado ou passado de alguém não impede a ação de Deus, quando nos arrependemos e confiamos a nossa vida ao Salvador, Ele tem plenas condições e poder para nos tornar novas criaturas, filhos e filhas, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo.

Precisamos ter o cuidado para não projetarmos nos outros as nossas frustrações e percepções, nossas experiências boas ou ruins, de modo a tornar uma doutrina, uma verdade absoluta, a única verdade absoluta é a palavra de Deus (quando interpretada adequadamente).

O nascimento da Igreja não procede do ser humano, pois os seres humanos são falhos, mesmo os cristãos, mas de Cristo que na cruz gera a todos que são os do “caminho”, os seguidores e imitadores de Jesus Cristo. No ser humano não havia bondade, amor e retidão, mas em Cristo e com a ajuda do Espírito Santo podemos prosseguir em direção do padrão de Cristo, portanto não percamos a consciência de quem é o Senhor da Igreja, de onde nascemos, de Jesus Cristo e não de homens.

O autor Charles Swindoll escreve em seu livro, A igreja desviada, que (3, p. 250) “C.S. Lewis declarou certa vez:

“A verdadeira narina cristã deve estar continuamente atenta à fossa interior”. Em palavras menos eloquentes: “precisamos cheirar nosso próprio fedor!”, pois todos nós somos depravados, egoístas e atraídos pelas coisas que o mundo tem a oferecer.”

Diferentemente do que alguns acreditam, Jesus não edifica a sua Igreja em Pedro (Petros, um pedaço de rocha), mas na pedra (petra, uma rocha) – (Mateus 16.18), a Igreja está edificada sobre a confissão feita por Pedro (Mateus 16.16), no Cristo, o Filho do Deus vivo.

Nascemos como Igreja de Cristo aceitando a tão poderosa graça imerecida proporcionada por Deus, nos arrependendo dos nossos pecados, confessando a Jesus como nosso Senhor e Salvador, nascendo da água e do Espírito (João 3.05).
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COMO A IGREJA NASCIDA DE CRISTO SE COMPORTA?

Argumentação >

Como é bom termos um Senhor que é real, que nos faz promessas que não podem ser furtadas, perdidas ou esquecidas, pois Ele mesmo se encarrega para que suas promessas se cumpram sobre a sua Igreja. Talvez alguns cristãos se sintam desconfortáveis quando valores e crenças são colocados a prova, compreendo que por muito tempo podemos estar crendo e guardando alguns ensinamentos que na verdade podem estar nos levando para longe das verdades bíblicas. A ideia de uma releitura ou conferência bíblica não tem o objetivo de envergonhar ou diminuir ninguém, mas se preciso for corrigir o rumo.

A ideia aqui não é desvalorizar ou causar divisão na denominação / instituição, pelo contrário, é mostrar que mesmo sendo membros de uma denominação podemos ser saudáveis na fé e no entendimento bíblico, precisamos sempre ser Igreja de Cristo em nossa denominação.

Um movimento crescente tem sido o dos desigrejados, de modo sintetizado a argumentação de alguns tem sido, “não preciso de denominação ou de pastores (as), meu compromisso é com Cristo”. Como na minha opinião fica visível a dificuldade que temos em lidar com o outro, com as situações que nos confrontam e exigem de cada crente em Jesus amor, perdão, paciência, perseverança e fé.

As vezes tivemos ou temos dificuldades em obedecer ou de se submeter aos pais, aos chefes no trabalho, as autoridades governamentais, as lideranças denominacionais e como defesa passamos a adotar algumas formas de reagir, de nos comportar, evitando os pais, saindo constantemente dos empregos, trocando de denominações com frequência, ou seja, temos comportamentos que talvez visem dificultar o acesso do Senhor ao nosso ego, as vezes tentamos resistir até mesmo a palavra de Deus e a voz do Espírito Santo, alguns acabam endurecendo o coração.

Os nascidos em Cristo compreendem que seu padrão maior de valores emana de Cristo e da sua palavra, não trocam o evangelho pela tradição, por dogmas ou crenças que sejam contrarias a palavra de Deus.

Os que idolatram as denominações sem considerarem a palavra de Deus, correm o risco de se embaraçarem com as suas formas e filosofias de funcionamento, o modo como algumas instituições funcionam pode em alguns casos gerar crentes partidaristas, as vezes contenciosos, sectaristas, ou ainda, sem o amor segundo Cristo nos ensinou.

Os nascidos de Cristo geralmente lidam com tranquilidade com os desafios e adversidades, seja no âmbito denominacional, familiar, pessoal ou relacional, o que quero dizer é que o padrão ao qual estão sujeitos são os de Cristo, esse fato faz com que neguem a si mesmos sendo pessoas moderadas e espirituais.

Ser um cristão obediente a palavra de Cristo não nos diminui, pelo contrário, nos habilita perante Deus como filhos e filhas obedientes ao Pai, para toda a boa obra segundo a vontade do Senhor.

Quem ama a Deus obedece aos seus mandamentos (João 14.15), a Igreja de Cristo se submete as orientações do Senhor. A Igreja nascida de Cristo é espiritual desde a compreensão adequada do evangelho, das relações consigo
mesmo, com os outros e da vivência prática do evangelho em seu dia a dia.

Penso que uma denominação somente glorificará a Deus, se a sua liderança e membresia de modo geral forem nascidos de Cristo, ou seja, o padrão de Cristo é universal para todos os seus discípulos, ser de Jesus e a motivação é o amor!

A Igreja nascida de Cristo, cresce na comunhão com Deus e no conhecimento adequado de sua palavra, tem comportamentos maduros, não é levada por qualquer movimento ou doutrinas estranhas (Efésios 4.14,15).

Essa Igreja sadia não volta as sombras da religião, as crendices, as fábulas, não se apega a objetos religiosos como “muletas” da fé, Cristo lhe basta, está satisfeito na palavra de Deus e tem consciência que é templo do Espírito Santo.

Quanto aos nossos sentimentos, Keith Phillips escreve que (4, p.47) “quando há conflito entre a Palavra de Deus e os sentimentos, o discípulo resolve fazer o que Deus ordena.” Fazer o que Deus ordena implica em negar a si mesmos e carregar a cruz, implica em colocar a vontade de Deus acima das nossas próprias vontades.

Para os nascidos em Cristo, a perda é ganho, humilhar-se a si mesmo é virtude, perdoar não é fraqueza, mas fortaleza, receber ofensas, perseguições e calunias não os leva a reação carnal, mas a dependência de Deus, não são briguentos, mas pacificadores como filhos amados (Mateus 5.09).

2º Recorte – QUAL A MISSÃO DA IGREJA DE CRISTO?

Se o propósito de Deus foi propiciar a salvação das pessoas, através de seu Filho, livrando-as da morte eterna, é natural que o nosso propósito enquanto Igreja de Cristo esteja alinhado com o propósito do Senhor, cada crente em Jesus Cristo como um ato de gratidão a Deus pela salvação da sua alma, deveria se submeter as orientações de Jesus, deveria estar envolvido e comprometido com o pregação do evangelho.

Considerando esse objetivo, a Igreja não nasce simplesmente para se reunir em uma assembléia, para estarem juntos, mas primordialmente para falar dos feitos do Salvador, pregando e vivendo o evangelho outras pessoas podem ser alcançadas, nações inteiras podem ter a oportunidade de reconhecerem Jesus Cristo como o Senhor de suas vidas.

Sem categorizar ou tentar explicar detalhes ou diferenças entre evangelismo ou missões, pois eu não as percebo, antes porém, compreendo que toda a Igreja nascida de Cristo está em missão, ou seja, todos por onde passarem tem a responsabilidade de anunciar as boas novas, seja na rua de casa, no Bairro, na Cidade, no Estado, no País ou em outros Países, a nossa missão é pregar o evangelho de Cristo (Atos 1.08).

Cada crente em Jesus pode falar do amor de Deus, talvez o que precisamos é nos conscientizar que fazemos parte dessa missão, o apóstolo Paulo entendeu perfeitamente a sua responsabilidade dada por Jesus, foi um grande evangelizador e doutrinador de Cristo para todas as pessoas.

A estratégia do apóstolo Paulo é descrita por DeBarros em seu livro Doze Homens, Uma Missão, que escreve:
(5, p.77) “Paulo pensava também em termos de áreas que poderiam ser alcançadas a partir de centros estratégicos. Ele sempre começava seu trabalho em uma área na cidade mais estrategicamente localizada e usava os convertidos para levar a mensagem às cidades e regiões adjacentes…

Ele iniciava seu trabalho nos centros romanos estratégicos indo primeiro às sinagogas, onde pregava sua mensagem enquanto fosse bem recebido. Quando surgia a oposição, ele partia para uma proclamação direta do evangelho aos gentios em qualquer lugar que julgasse adequado…

Depois de fundar uma nova igreja, Paulo a organizava com presbíteros e diáconos, a fim de que o trabalho continuasse após
sua partida. Ele procurava colocar fundamentos sólidos.”

Não temos desculpas quanto qual a missão dada por Cristo para a Igreja nascida Dele, fazer discípulos por todo o mundo, por onde passarmos, aonde estivermos devemos frutificar, façam discípulos (Mateus 28.19,20), a ordem é clara!

Se a ordem é clara, pregar e ensinar o evangelho de Cristo, para todas as pessoas em todos os lugares, para todas as classes sociais e etnias, porque então parece que a Igreja está inerte, por que não nos movemos e empenhamos em realizar a missão?

Cada crente em Jesus pode atender a ordem de Cristo, podemos fazer a missão pregando, nos comportando segundo o exemplo de Cristo, (4, p.19) Keith Phillips escreve que; “Discípulo é o aluno que aprende as palavras, os atos e o estilo de vida de seu mestre com a finalidade de ensinar outros.”

A minha grande angústia é nos perceber como Igreja sem nos aplicar como poderíamos e deveríamos a missão dada por Jesus, pois temos no Mestre Jesus o exemplo, temos no evangelho a vontade de Deus e os dons dados pelo Espírito Santo.

Quando não reconhecíamos o Senhorio de Jesus, quando não éramos filhos de Deus, ouvimos a voz de Jesus dizendo, “Siga-me”, talvez não tivéssemos noção do quanto teríamos que abrir mão das nossas vontades para poder seguir a Cristo, para sermos discípulos Dele (João 1.43), agora como filhos, como discípulos de Jesus precisamos focar na missão, anunciar o evangelho, a salvação e a vida eterna que somente é possível através da fé em Jesus Cristo.

A missão não pode ser reduzida as nossas celebrações no templo, é verdade que por vezes nos cultos algumas pessoas reconhecem a Jesus como seu Único Senhor, mas o desejo de Cristo é alcançar não somente os que estavam em Jerusalém, mas em toda Rua, Bairro, Cidade, Estado e País (Atos 1.08).

A evangelho deve ser proclamado para todas as camadas sociais, independentemente da posição social, econômica ou financeira, como Igreja nascida de Cristo não podemos ser preconceituosos, o apóstolo Pedro precisou de uma intervenção do Senhor (Atos 10.10-20), para poder anunciar aos gentios a graça imerecida de Deus. Talvez nós como Igreja de Cristo precisemos de algumas intervenções do Senhor para nos movermos, para anunciarmos a pobres e ricos, as mais variadas etnias, o grande amor de Deus revelado em Jesus, com o objetivo de possibilitar a salvação e a vida eterna as pessoas.

Quando as nossas maiores preocupações se restringem ao nosso umbigo, corremos um grande risco, o risco de falhar no cumprir a missão dada pelo Senhor, as vezes nos entretemos com os encantos desse mundo, com as coisas fúteis e passageiras, ao invés de nos aplicarmos as coisas eternas.

Uma Igreja que não obedece a Cristo, que não morre para si mesma, não pode ser considerada Igreja Dele.

(4, p. 22) “O cristianismo sem essa morte é apenas uma filosofia abstrata. É um cristianismo sem Cristo.” Se dispor a fazer a vontade de Jesus implica em abrir mão de governar a minha própria vida, mas transferir para ele o governo dela. “Cristo não pode ser o Senhor da minha vida se eu for o senhor dela.”

A nossa missão é edificar outras pessoas em Cristo, assim como também fomos edificados. Para Keith Phillips, (4, p.25) “Um discípulo maduro tem de ensinar outros cristãos como viver uma vida que agrade a Deus, equipando-os a treinar outros para que ensinem outros.

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O QUE COMPREENDE A MISSÃO?

Argumentação >

Se como Igreja nascida de Cristo não tivermos claro o que é a missão dada por Jesus, talvez corremos o risco de perder parte precioso do tempo com ações que não atendem o ide do Mestre.

A prioridade de Deus é que o homem não pereça (morte eterna), mas tome o rumo certo em direção ao Criador, o que seria impossível tendo como fonte o ser humano, por isso o Senhor enviou o seu Único Filho (João 3.16), para que morresse na cruz, pois somente assim, Cristo no que se refere à satisfazer a justiça de Deus pode aliviar as tensões dos que criam em Deus, mas não conseguiam cumprir as exigências ou pré-requisitos da lei (Romanos 10.04).

A missão da denominação que nela reúne a Igreja nascida de Cristo, não é enriquecer, acumular patrimônios na terra, ser uma franquia para empreendedores da “fé”, mas se de fato é Igreja nascida de Cristo, a missão é pregar o evangelho para todas as pessoas, ter testemunho de vida que comunique sem distorções a Jesus, estender as mãos a todos que precisem, pobres, ricos, amigos e inimigos.

A nossa missão é evangelizar o mundo seja com palavras, seja com ações, ou palavras e ações ao mesmo tempo, Jesus após falar com uma multidão não quis despedi-los com fome e de modo sobrenatural serviu a cinco mil homens fora mulheres e crianças tendo como ponto de partida “cinco pães e dois peixes” (Marcos 6.34-44).

A missão dada por Jesus a sua Igreja compreende, evangelizar o mundo anunciando que a salvação somente é possível em Jesus (Atos 4.12), cuidar / fazendo discípulos de Cristo, instruir e munir as pessoas com o entendimento adequado da palavra de Deus, ajudando a Igreja de modo geral para que não desanimem, mas que guardem a fé até que Cristo volte (1 Tessalonicenses 5.23), além de imitar o amor de Jesus que é doador de si mesmo por outras pessoas, na missão está o fazer o bem ao próximo não importando qual a sua religião, ideologia ou etnia.

O Mestre Jesus não somente nos determinou fazer a missão, mas Ele também se preocupou em não nos deixar sem Um Conselheiro (João 14.16-17), também nos muniu com os dons dados pelo Espírito (1 Coríntios 12.01-11), nos dá ministérios com o objetivo de fortalecer a Igreja (Efésios 4.11-13).

A nossa missão enquanto Igreja nascida de Cristo não se limita a anunciar o evangelho, concordo com o escritor Keith Phillips quando diz que “o discipulador sabe que a responsabilidade continua até que seu discípulo chegue à maturidade espiritual, à capacidade de reproduzir.”

Convido a todos para uma reflexão sobre o que temos feito em nossa denominação, como Igreja nascida de Cristo, as nossas ocupações contemplam a missão dada pelo Senhor?

Para se pensar…

Acredito que quando somos Igreja nascida de Cristo e compreendemos adequadamente a palavra de Deus, somos constrangidos a buscar repetir e imitar o Mestre. A partir desse entendimento as nossas prioridades passam a ser as prioridades de Deus descritas em sua palavra.

Quando somos Igreja nascida de Cristo, as diferentes religiões, os diferentes povos, as diversas denominações, o ser amigo ou inimigo, não nos impede de fazer o bem, ou pelo menos não deveria impedir. Se queremos que a nossa denominação seja de fato relevante e bíblica, todos nós, desde os pastores (as) a toda membresia precisamos fazer uma reflexão se de fato somos Igreja nascida de Cristo.

 

2019 – O Ano da Consolidação
de uma igreja bíblica e relevante

Pastor Ronildo Queiroz
“sou mais um” caco entre outros cacos de barro! Isaías 45.9

 

 

Referências

1. Novo Dicionário da Bíblia – John Davis- ampliado e atualizado – Editora Hagnos.
2. Bíblia de Estudo Palavras Chave – hebraico-grego – Editora CPAD.
3. A igreja desviada: um chamado urgente para uma nova reforma – Charles Swindoll – Editora Mundo Cristão.
4. A Formação de um Discípulo – Keith Phillips – tradução: Elizabeth Gomes. Editora Vida.
5. Doze Homens, Uma Missão: um perfil bíblico-histórico dos doze discípulos de Cristo. Edição revista e atualizada, Aramis C. DeBarros – Editora Hagnos.

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