Pastoreio #66

A AÇÃO PRÁTICA DO EVANGELHO

Considero ser importante abordarmos os resultados práticos do evangelho sobre as pessoas e comunidades, sobre como os seres humanos são alcançados e modificados por Jesus. Penso ser relevante nos fazer perguntas tais como, o que de fato tem mudado em nossas vidas após recebermos o ensino do evangelho de Jesus Cristo.

Por trás da pregação do evangelho tem a comunicação clara de como Deus resolveu salvar os seres humanos da morte eterna, indicando que o único caminho é através da fé em seu Filho Jesus, enviado para tomar o nosso lugar na cruz, sendo um sacrifício ímpar pelos nossos pecados e cumprindo as exigências da lei.

Nenhum homem ou mulher, tinha condições de salvar a si mesmo, quanto mais salvar a outros, todos são falíveis, pecadores, não sendo dignos de nada, entretanto Jesus consegue através da sua vida exemplar e da sua entrega na cruz ser o Único caminho possível entre os seres humanos e o Criador.

Ter ou alcançar a vida eterna, a salvação que somente o Filho de Deus pode dar para todos os que Nele crerem e confiarem, ainda que, sendo pecadores poderão através da fé em Jesus serem justificados, purificados e salvos, lembrando que a salvação não é propiciada pelos seres humanos, ou seja, não possuem méritos quanto a produzir a própria salvação, pois a propiciação ou a possibilidade de ser salvo foi gerada por Deus (Atos 4.12), e está somente em Jesus.

Nesse pastoreio vamos utilizar como texto bíblico de João 4.01-30, o relato bíblico nesse texto nos revela como Cristo desfaz as mazelas sociais, demonstra ainda o poder do Senhor em alcançar a todos, independentemente de quem sejam, através da sua palavra, do seu amor e cuidado.

Samaria e os samaritanos eram evitados pelos judeus que nutriam certa rivalidade, magoa e distanciamento, por volta dos séculos VI e V a.C., os judeus exilados retornaram da Babilônia, para Judá, e consideraram impura essa miscigenação de populações.

Essa rivalidade foi aguçada com a construção pelos samaritanos de um templo rival no Monte Gerizim.

Depois do reinado de Salomão, o povo de Israel se dividiu em duas nações: Israel e Judá (1 Reis 12.20). Em Judá o povo continuou a adorar a Deus em Jerusalém, mas em Israel o povo se virou para a idolatria e misturou a adoração a Deus com outras religiões. A capital do reino de Israel era Samaria.

Depois de muito tempo de idolatria, o reino de Israel foi conquistado pelo rei da Assíria. Muitos israelitas foram deportados para outras partes do império assírio e pessoas de outras nações conquistadas foram colocadas em Samaria (2 Reis 17.23-29). Os novos habitantes de Samaria aprenderam sobre Deus, mas misturaram o judaísmo com a adoração de outros deuses. Os judeus que restaram em Samaria se misturaram com os novos habitantes e surgiram assim os samaritanos.

Os samaritanos seguiam uma forma modificada da Lei de Moisés. Eles acreditavam que o local correto de adoração a Deus era no monte Gerizim, em Samaria, não no templo de Jerusalém, por isso entre outros motivos os judeus desprezavam os samaritanos, porque distorciam as Escrituras.

 

Sobre as origens dos Samaritanos (citação direta)

Fonte: http://www.hermeneutica.com/ilustracoes/samaritanos.html

 

Há duas visões, bastante contraditórias sobre as origens dos Samaritanos. O ponto de visita Judaica é que os Samaritanos foram os descendentes de colonizadores que Salmaneser, rei da Assíria, teria trazido de Cuta, Hamate e Babilônia depois que conquistou a Samaria em 722 a.C. e levou a população local ao cativeiro (2 Reis 17). Qualquer conhecimento da religião Judaica que eles tinham teria sido superficial e misturado com paganismo. Foi por esse motivo que os Samaritanos teriam tentado impedir os esforços de Esdras e Neemias para reconstruir Jerusalém e re-estabelecer o santuário l (Esdras 4:2ss; Ne.2:19;4:2ss).

De acordo com os Samaritanos a versão Judaica não passa de uma terrível enganação. Segundo eles, a deportação em 722 não foi nem total nem permanente. Segundo eles, os deportados voltaram depois de cinquenta e cinco anos. Na versão dos Samaritanos o conflito com os Judeus remonta para a época de Eli, que, por conta própria, teria estabelecido um santuário em Siló, enquanto o verdadeiro “lugar escolhido” prescrito na lei de Moisés seria no Monte Gerizim. Este erro foi mais tarde reforçado por Esdras que deturpou o texto sagrado e assim seduziu o povo no retorno da Babilônia para construírem o templo sagrado no capital da Judéia.

De acordo com alguns indícios históricos, após a queda da Samaria em 722, a população local foi deportada em parte, mas, uma parte permaneceu. Foram introduzidos colonizadores estranhos que se misturaram com a população que permaneceu. Houve uma mistura entre o remanescente de Israelitas e os colonizadores estrangeiros. Por motivos tendenciosos, a versão judaica ignora o primeiro grupo e os Samaritanos o segundo. (Gaster, T.H. artigo “Samaritans” em George A. Buttrick, The Interpreter’s Dictionary of the Bible, New York: Abingdon Press, 1962. Vol 4, pp. 191-2.)

Hoje, só Deus sabe o que há de verdade e equívoco nas duas versões. Mas, com estas visões tão contraditórias das origens dos Samaritanos, dá para imaginar como o conflito entre eles era grande e acirrado naquela época.

Vale ressaltar como Jesus promoveu a reconciliação na história da mulher samaritana, bem como anunciou a si mesmo como boas novas, como o Messias esperado, pelos indivíduos, pela família e sociedade de modo geral.

  

Recorte >>> Os efeitos práticos causados por Jesus na vida das pessoas e da comunidade.

Para discorrermos sobre esses efeitos práticos do evangelho na vida de uma pessoa ou de uma comunidade, vamos utilizar o texto de João 4.01-30. Como é importante não deixarmos de falar de Jesus, em um mundo onde as pessoas estão buscando esperança e força para seguirem com suas vidas, não tem outra pessoa se não Jesus que possa suprir por completo esses anseios.

Nesse texto os discípulos de Jesus foram comprar comida, mas o Mestre estava naquele lugar para alimentar e não para ser alimentado, penso que precisamos estar atentos para não gastarmos tempo demais com os nossos interesses e necessidades, nos esquecendo de realizar a missão, pregar o evangelho de Cristo.

 

O evangelho é para todas as pessoas e lugares

 

Jesus sai da Judéia e volta para a Galiléia, sendo obrigatório passar pelo território dos samaritanos, chegando a uma cidade chamada Sicar perto das terras que Jacó havia dado a seu filho José, naquele lugar tinha o poço de Jacó. Cansado da viagem Jesus sentou-se junto ao poço, já era a hora sexta (meio dia), enquanto os seus discípulos foram à cidade para comprar alimentos.

Podemos pensar que a parada de Jesus em Sicar ocorrera devido ao desgaste da viagem que enfrentara, por ser em uma região montanhosa, mas sendo Ele (Tito 2.11 a graça de Deus manifestado a todos os homens), podemos ver Jesus atuando como reconciliador, como salvador independentemente de quem fosse.

A cidade de Sicar ou Siquém, estava perto da cidade de Samaria e mais perto ainda do Monte Gerizim, como do terreno que Jacó deu a José (Gn. 48.22).

O evangelho de Jesus é para todas as pessoas, talvez não nos damos conta que por onde passamos somos a carta aberta de Cristo, temos as boas novas do evangelho em nossas mentes e podemos sem medo compartilhar a palavra de Deus que transforma pessoas e ambientes.

 

O evangelho corrige distorções sociais.

 

Ao meio dia uma mulher samaritana veio ao poço para tirar água (v.6,7), 1. “considerando que a aldeia de Sicar tinha água, é possível que a caminhada solitária da mulher ao poço de Jacó indique uma espécie de ostracismo ‘exclusão’ imposto pelas outras mulheres da comunidade (4.18)”, provavelmente pela sua conduta com outros homens.

Quando a mulher chega, Jesus está no poço e não só tem contato visual com a samaritana, mas fala com ela pedindo água (v.7). 2. “Na leitura rabínica, proibições específicas excluem praticamente todo contato entre os dois grupos. […] judeus e samaritanos, deve-se destacar, não usam vasilhas em comum.”

O evangelho de Cristo não estabelece uma igreja somente para ricos e outra para pobres, somente para brancos e outra somente para negros, essas separações e “classificações” sociais são estabelecidas pelos seres humanos que ainda não entendem que para Deus todos são iguais e valorosos, independentemente dos seus bens, status e etnia, o Senhor não faz acepção de pessoas em nenhum aspecto.

Os discípulos de Jesus não estavam com ele (v.8), podemos pensar que esse momento foi providencial, pois o Mestre seria o Mediador entre Deus, os samaritanos, os judeus e os povos de modo geral, que aos olhos dos religiosos eram excluídos da graça do Deus de Israel.

Ainda que os discípulos tenham ido comprar alimentos, posso pensar que talvez na ótica judaizante deles, naquela região de samaritanos não teria o que se pregar ali, pois mesmo caminhando com Jesus eles ainda tinham uma visão distorcida e partidarista sobre para quem seria a graça de Deus (na visão deles somente judeus), mas Jesus ensina que a graça é para todos.

A mulher lhe responde (v.9) dizendo que eles não deveriam estar conversando, pois ele era judeu e ela samaritana. 1. “Duas coisas deixaram a mulher admirada: que Jesus fizesse tal pedido a uma mulher, pois os rabis evitavam qualquer contato com mulheres em público; e particularmente que ele falasse assim com alguém que era samaritano.”

Seria como se ela estivesse dizendo não deveríamos nem estar conversando, e também não vejo vasilha em suas mãos, pois 1. “os judeus não usam os mesmos vasos que os samaritanos.”

Jesus rompe pré-conceitos, quebra barreiras e abre caminho para uma reconciliação entre judeus e samaritanos. O evangelho não faz acepção de pessoas, a palavra é para todos, os ensinamentos de Jesus não incitam ou promovem o ódio, a raiva, lutas, desrespeitos e inimizades entre as pessoas. O evangelho é moderador do comportamento dos seres humanos, fornecendo mandamentos e princípios que servem como modelos a serem perseguidos e imitados.

Jesus deixa de falar sobre a sua sede por água e passa a falar da sede daquela mulher que era maior do que ela podia perceber (v10). Jesus propõe que a mulher beba de uma água, pois o Mestre percebia nela algumas necessidades que ela mesmo não percebia, pois bebendo dessa água não mais teria essas específicas necessidades, João 7.37 “No último e mais importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse em alta voz: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba.”, ele estava se apresentando como a água viva e eficaz que pode saciar e mudar uma árida alma em uma alma transbordante da graça e poder de Deus.

A pregação do evangelho de Jesus vai muito além das necessidades percebidas pelas pessoas, fala de suprimento eterno, fala de vida eterna e galardão nos céus.

A mulher samaritana ouviu, mas não entendeu sobre qual água Jesus estava oferecendo, ela disse com que vasilha irá tirar essa água que me oferece? (v.11) O fato de Jacó ter tido êxito ao cavar o poço, o fato do poço continuar tendo água colocava-o em grande estima entre o povo, como Jesus conseguiria ser maior que Jacó sem nenhum trabalhador e ferramentas para cavar um novo poço, como poderia saber se daria água e se duraria, como tiraria água se não possuía vasilhas (v.12). A mulher usa a obra do poço e a água que não faltava nele para questionar a Jesus, parece que ela pede um sinal, daria ao Senhor o devido crédito se provasse a ela que era maior que Jacó.

Quando o verdadeiro evangelho de Jesus é pregado, distorções nas crenças são corrigidas, no Brasil temos uma variedade de “santos”, “padroeiros”, “padroeiras”, ou ainda, líderes religiosos considerados “infalíveis”,  mas quando a bíblia é ensinada, quando as pessoas passam a conhecer quem é Jesus o Filho de Deus, então, crenças distorcidas são ajustadas, levando as pessoas a crerem no Único Deus criador dos céus e da terra.

Jesus questiona a eficácia da água do poço de Jacó para matar a sede especifica daquela mulher, a salvação da alma, da qual ele estava falando (v.13), entretanto oferece uma água que se ela tomasse nunca mais teria a necessidade de tomar água para matar esta sede específica, necessidade de ser salva (v.14), Jesus fala de uma fonte que não está no homem, mas vem de Deus.

A samaritana se interessa pela água oferecida por Jesus, entretanto entendendo de modo literal, ou seja, pensava que se tomasse essa água não precisaria ter o trabalho de ir até o poço para saciar a sua sede (v.15).

Como crentes em Jesus e denominação que está a serviço do reino de Deus, precisamos ensinar corretamente a palavra do Senhor, pois somente o evangelho tem o poder de libertar as mentes de ideias e crenças que estão distantes dos ensinamentos de Jesus.

Através da pregação do evangelho, as divisões, a falta de amor com o próximo, a falta de alteridade com o outro são corrigidas, os ensinamentos de Jesus levam as pessoas a serem mais humanas e mais ajudadoras umas das outras, menos preconceituosas, mais tolerantes e pacientes com o outro, mesmo quando, não concorde com as opiniões e o modo de vida do outro. Nosso papel não é converter as pessoas, tentando forçar pessoas a crerem e se submeterem a Jesus, mas a nossa parte é ensinar o evangelho, discipular e ajudar a outros, no demais é com o Deus.

 

O evangelho nos ajuda a ter paz consigo mesmo

 

Jesus resolve não somente dar a prova que a mulher samaritana pede, “és tú maior do que Jacó (v.12)”, pede para ela chamar o seu marido (v.16), a resposta é não tenho marido (v.17), mesmo sabendo da sua própria condição, ter tido relacionamentos com outros homens, Jesus demonstra ser maior que Jacó (v.18), pois sem conhecer a mulher e a sua história ele disse, você já teve cinco maridos, e este que agora tens não é teu marido. Jesus sabia da melancólica história de sua vida conjugal, ainda assim o Mestre estava falando com ela, podemos ver nesse ato de Jesus, perdão e aceitação daquela mulher que provavelmente não era bem aceita ou bem vista em sua própria comunidade local.

Imagine como viveríamos se os nossos pecados fossem barreiras intransponíveis, se Jesus apenas nos falasse sobre eles e não nos ajudasse, não perdoasse e não nos libertasse de tais atos e pensamentos, seríamos escravos da culpa, seria um verdadeiro suplício em nossas emoções e consciência.

A revelação feita por Jesus não somente mostra para a mulher samaritana que o seu pecado não estava oculto para ele, mas também através da sua ação com aquela mulher mostra como seu ensino e exemplo geram alívio e esperança ao pecador.

 

O evangelho nos ajuda a ter paz com Deus

 

A mulher percebe que Jesus não era uma pessoa qualquer, ela o reconhece como profeta (v.19), considerando que 2. “os samaritanos não aceitavam a autoridade dos profetas depois de Moisés”, parece que Jesus ao revelar a vida conjugal conturbada daquela mulher, convence-a sobre a sua superioridade em relação e Jacó.

Ela demonstra um interesse súbito em saber aonde deveria buscar a Deus, a sede específica da qual Jesus havia proposto dar água para a saciar, vem à tona, aonde devo adorar no monte ou no templo em Jerusalém (v.20)?

Importaria para ela saber o que Jesus estava declarando, que ela deveria adorar ao Pai (v.21), a quem Ele o Filho veio declarar. A adoração dos samaritanos era confusa, politeísta, pois eles adoravam a Deus e aos falsos deuses, 2 Reis 17.33. Adoravam o Senhor, mas também prestavam culto aos seus próprios deuses (ídolos), conforme os costumes das nações de onde haviam sido trazidos.

Jesus ressalta que os samaritanos estavam adorando sem a devida consciência de quem estavam adorando e como deveriam adorar (v.22),  fala da salvação sendo anunciada pelos judeus, Isaías 49.05 E agora o Senhor diz, aquele que me formou no ventre para ser o seu servo para trazer de volta Jacó e reunir Israel a ele mesmo, pois sou honrado aos olhos do Senhor, e o meu Deus tem sido a minha força; 06 ele diz: “É coisa pequena demais para você ser meu servo para restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta aqueles de Israel que eu guardei. Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até aos confins da terra”.

Jesus reconcilia a mulher samaritana ao Pai, dizendo que mesmo conhecedores do Deus de Israel, estavam adorando de modo inadequado (v.23), o Mestre mostra o erro dos samaritanos, o fato de não adorarem somente o Pai, Jesus  traz instrução, adorem somente ao Pai, com isso Ele traz paz e reconciliação entre os samaritanos e Deus.

A mulher samaritana, bem como seus compatriotas, estavam adorando em um nível material, concreto, imagens, altares, falsos deuses, mas agora são convidados a adorarem ao Pai conforme a palavra fala do Pai (v.24). A instrução sobre Deus e como o devemos adorar, reconciliados pela Cruz, Cristo nos dá novas perspectivas, libertadoras e poderosas, deixamos a idolatria, crendices e falsas crenças, assim, podemos ter paz com o Deus Único e Criador.

A declaração da samaritana (v.25), deixa claro que mesmo crendo no que Jesus estava falando, não havia compreendido que Ele era o Messias, o Cristo que havia de vir.  Talvez alguns cristãos precisam ser reconciliados com Deus, pois podem ter a religião, mas ainda não possuem a Cristo.

A resposta direta e clara de Jesus foi, (v.26) “Eu o sou, eu que falo contigo. ” Penso que precisamos buscar na palavra de Deus repostas claras para as nossas dúvidas, pois somente assim, caso estejamos distantes ou separados Dele, seremos reconciliados por intermédio do Filho com o Pai.

 

O evangelho propicia a real esperança

 

Os discípulos voltaram e se admiraram de Jesus estar conversando com a mulher samaritana (v.27), mas a obra de reconciliação já havia sido feita, a mulher deixa seu cântaro (v.28) e parece não se incomodar mais com o ostracismo/exclusão que talvez sofria em sua comunidade devido a sua vida conjugal instável.

Ela vai aos seus e declara-os tudo que acontecera, animadamente diz que Jesus por ter dito o que ela fazia sem que a conhecesse poderia de fato ser o Cristo esperado por eles (v.29). O Senhor tem interesse em sempre estar renovando o nosso ânimo, nossa esperança Nele.

A mulher que provavelmente não tinha crédito com algumas pessoas da cidade, talvez pelos seus relacionamentos com alguns homens, experimenta após o encontro com Jesus ser digna de crédito, os moradores da cidade (v.30) por intermédio do anúncio dela foram até Jesus.

O evangelho muda a vida das pessoas de modo tal, que mesmo que antes, elas não fossem dignas de serem escutadas, após ter Cristo em suas vidas passam a ocupar papéis proeminentes em seu contexto social e familiar. O Senhor Jesus é o Único Mediador entre Deus e os homens, (1 Tm. 2.05), tem a missão de reconciliar-nos com Deus para a salvação da nossa alma, para que tenhamos a vida eterna.

Ele também pode reconciliar várias áreas da nossa vida, como podemos conferir na palavra de Deus, sendo assim, não resistamos ao amor e a ação do Mestre Jesus, sejamos em tudo por Ele reconciliados.

As pessoas andam freneticamente de um canto a outro procurando esperança e razão para suas vidas, pois não percebem que a real esperança e razão somente encontrarão em Jesus Cristo. A mulher samaritana estava ocupada demais com seus problemas da vida cotidiana e a sua superficial religião, por isso não conseguia entender de modo claro que estava falando com o Messias tão esperado por aqueles que criam no Deus de Israel.

 

 

Ponto de contato >>>

 Precisamos crer que o evangelho de Cristo tem poder para mudar pessoas e situações

 

Argumentação >   

Parece que as vezes pregamos a palavra de Deus, entretanto não cremos piamente em sua eficácia, talvez a colocamos na balança das religiões, em que as vezes pensamos aonde e quando ela é mais apropriada para ser dita. Se assim o fazemos, cometemos um grande erro, pois o evangelho de Cristo deve ser pregado em todo o tempo em qualquer lugar e para todas as pessoas.

Quem sabe estamos nos preocupando demais com o que não é a nossa responsabilidade, ou seja, com os resultados, devemos pregar e confiar que o Senhor fará como lhe apraz, pois a conversão das pessoas que ouvirão a pregação da palavra diz respeito a Deus.

Lembremos que mudanças a palavra de Deus causou em nós, que efeitos práticos em nossa vida temos vivido depois de termos confessado a Jesus e decidido seguir os princípios ensinados em seu evangelho.

Provavelmente antes de termos confessado a Jesus tínhamos uma visão mais cética quanto ao cristianismo, talvez até mesmo o colocando na mesma bacia das religiões, mas depois de ser esclarecidos pela palavra de Cristo e ajudados pelo Espírito Santo, passamos a vivenciar mudanças radicais em nossas vidas, influenciando também o meio no qual convivemos e nos relacionamos.

Precisamos nos dar conta de que o evangelho gera mudanças práticas em nossas vidas, acredito que tendo essa consciência poderemos de algum modo confirmar a fé que professamos em Jesus, trazendo a memória o que ele já modificou em nossa vida.

Quando temos essa consciência de que o evangelho muda pessoas, comunidades e nações, parece que pregamos com mais afinco, com mais certeza a palavra de Deus. Não podemos desprezar a eficácia do evangelho, não conseguiremos converter pessoas a Jesus, se não utilizarmos dos meios que o próprio Deus escolheu para tal, a fé somente em Jesus, a pregação do evangelho, a dependência e ação do Espírito Santo.

  

Para se pensar…

Será que nos dias atuais continuamos pregando o evangelho crendo que de fato ele tem poder para transformar, para mudar as pessoas e nações inteiras? O evangelho tem modificado a nossa mente, o nosso comportamento, temos lutas internas entre o nosso querer e o querer de Deus?

Como Igreja de Deus não podemos substituir ou deixar de crer no evangelho de Jesus, pois seria como um cristianismo sem Cristo, um corpo sem a alma.

 

 

2020 – O Ano da Evangelização
de uma igreja bíblica e relevante

Pastor Ronildo Queiroz
Serviçal da Igreja de Jesus Cristo

 

Referências

1. Comentário Bíblico Moody, vol. 2, Mateus à Apocalipse, Everett F. Harrison, Editora Batista Regular, São Paulo, 2010.
2. Comentário Bíblico NVI, Antigo e Novo Testamento, F.F. Bruce, Ed. Vida Acadêmica, São Paulo, 2017.

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