Pastoreio #62

CHAMADOS POR JESUS

Ao escrever o último pastoreio do ano, decidi trazer esse tema que considero importante para a manutenção da nossa fé, da nossa vida como seguidores de Jesus. Fomos privilegiados pelo Pai através da fé no Filho, pela fé em Cristo teremos a vida eterna e um modo de vida muito diferente dos que não creem em Jesus Cristo.

Quando entendemos que não existe nada além de Jesus que de fato vale a pena nessa vida, passamos a considerar como essencial para as nossas vidas o viver em Cristo, não somente nos cultos realizados no templo, mas em todas as oportunidades que temos com outras pessoas.

Provavelmente algumas adversidades percebidas ao longo da vida tem gerado certa tristeza em alguns cristãos, até aí, nada muito diferente do que os cristãos no passado também enfrentaram, entretanto parece que os cristãos de hoje não tem lidado muito bem com os sofrimentos, com as demoras nas respostas do Senhor. Em um mundo aonde a ansiedade praticamente tem se tornado uma epidemia, ou seja, as pessoas aparentemente vivem em uma constante ânsia pelo que pode ou não vir a acontecer, a fé em Jesus deveria ser um santo remédio, mas na prática não tem sido tão simples assim.

Alguns nutrem a ideia de que sendo cristãos, crendo na palavra de Deus, sendo ofertantes/contribuintes da obra, crendo somente em Jesus como salvador, parece fazer com que Deus tenha a “obrigação” de livrá-los das frustrações, das dores, decepções, das perdas, sofrimentos, talvez não tenham entendido que os discípulos não são superiores a seu mestre, mas todos os que forem perfeitos, serão como o mestre (Lucas 6.40).

Nosso mestre Jesus foi perseguido, humilhado, caluniado, esbofeteado e por fim crucificado, Ele sendo Deus não usurpou ser igual a Deus, antes como um servo viveu, semelhante aos homens (Filipenses 2.06-07).

Será que tem faltado no segmento cristão evangélico uma preparação mais consistente que possa ajudar os cristãos a serem mais resilientes, para que quando forem submetidos aos sofrimentos da vida, não venham a apostatar da fé em Jesus, mas que possam lidar de modo mais confiante, seja na fartura ou na dificuldade, nas lutas ou nas celebrações, levando em conta o que o apóstolo Paulo nos ensina que, mesmo em grande provação e dificuldades se dava por satisfeito, pois já tinha tudo o que precisa, Jesus (Filipenses 4.10-13).

Ter sido alcançado pelo evangelho, ter o Espírito Santo habitando em nós, ter promessas reais garantidas pelo próprio Deus, tais como, vida eterna, galardão, ressurreição e um novo corpo, corpo esse que não será mais danificado por enfermidades, pelas dores, por tristezas e dificuldades, deveriam ser o suficiente para que não pensássemos em voltar atrás.

Cada pessoa, Igreja de Jesus, é testemunha viva do amor e poder de Deus, ou seja, nosso papel após sermos chamados por Jesus deveria e deve sempre ser o de falar por onde passarmos do infinito e poderoso amor do Criador, da fé em um Deus vivo, tendo Jesus Cristo como o Único e suficiente Salvador.

O que tem afastado tantos cristãos de Jesus, talvez as intenções errôneas com as quais se aproximam de Cristo, será que alguns podem estar enxergando em Jesus a possibilidade de enriquecerem, ou ainda, de satisfazerem seus desejos e propósitos pessoais sem se importarem em saber qual a opinião e permissão de Deus sobre seus pedidos.

Alguns se afastaram das suas comunidades de fé, das igrejas na qual estavam inseridos, uns talvez por insatisfações com a liderança, outros por dificuldades nos relacionamentos com outros membros da igreja, por não se sentirem valorizados ou pelos motivos mais variados que a mente possa produzir.

Precisamos resgatar o sentimento de se sentir privilegiado por pertencer a Deus, em ser filho Dele pela fé em Cristo.

Sobre valorizar o ser Igreja de Cristo, não abandonando a fé, os autores Thom S. Rainer e Sam S. Rainer III, no livro “A igreja essencial – resgatando uma geração que está abandonando a fé”, da editora Palavra, página 192, escrevem que na Cross Church, se esperava que a membresia local pudesse ser capaz de estabelecer algumas conexões, tais como:

Ame a Deus > se espera que cada membro desta igreja seja um participante regular dos serviços de culto onde ele se aproximará de Deus.
Ame uns aos outros > as pessoas desta congregação devem estar envolvidas em uma classe de escola dominical e/ou um pequeno grupo (discipulado) de modo a se relacionarem com outros na igreja.

Sirva ao mundo > a igreja possui inúmeras oportunidades de ministérios para servir a outros. Os membros devem estar envolvidos em, pelo menos, um ministério ou oportunidade.

Percebamos que na expectativa da denominação citada acima (Cross Church), não existe um objetivo ou ocupação que de conta de uma satisfação egocêntrica, de uma busca priorizando a satisfação do eu, da nossa vontade e dos nossos sonhos que não tenham conexão e que não passem pelos propósitos de: se aproximar de Deus, estabelecer relacionamentos adequados e assertivos com o próximo e doar-se pelo outro.

Em uma análise bem superficial, penso que a Igreja de Jesus precisa se redirecionar, talvez nós precisemos voltar a palavra, voltar ao entendimento sem a diluição com algumas teologias que partidarizam e segmentam o amor de Deus, ou ainda, com teologia que nega a Deus e a veracidade da sua palavra, bem como ter claro em nossa mente qual o maior presente do Criador para a sua criatura, a salvação, pois assim penso que podemos corrigir algumas intenções, focando no que de fato for ordem de Jesus Cristo para a sua Igreja.

1º Recorte – QUAIS FORAM AS ADVERTÊNCIAS E PROMESSAS DE JESUS?

A Igreja nasce do plano de Deus em resgatar a humanidade que se havia perdido, essa missão é realizada através da entrega de seu Filho Jesus, no gólgota com morte de cruz Ele se fez maldito e pecador em nosso lugar, mesmo não sendo!

Partindo desse dado bíblico, a Igreja tem um papel muito claro e definido em Cristo, ser testemunha Dele, apregoando o evangelho para todas as pessoas independentemente da etnia, sexo, posição social e econômica.

Como Igreja, estamos firmados e garantidos em Jesus, nossa missão e as consequências dessa missão podem gerar dores, perseguições, alegrias e recompensas, será que estamos prontos para isso?

No texto escrito por Mateus, Jesus deixa claro a Pedro (petros, nome próprio indicando um pedaço da rocha), que firmaria a sua Igreja sobre esta pedra (petra, uma rocha), deixando claro que havia uma sustentação sólida, que não estava no apóstolo, mas no que ele acabara de dizer sobre quem era Jesus, o Cristo, com isso a Igreja não ficaria a mercê da morte física, antes, em Jesus a Igreja seria ressuscitada.

Mateus 16
18 Agora eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja, e as forças da morte não a conquistarão.

perseguições e sofrimentos…

Lucas 21
17 Todos os odiarão por minha causa.

O discípulo Lucas relata que por amor a Jesus, os discípulos seriam odiados e perseguidos, experimentariam severas perseguições das autoridades e até dos seus parentes (3, p.1166).

A Igreja chamada por Jesus experimentou, experimenta e experimentará perseguições, alguns foram queimados vivos por crerem em Jesus, outros foram decapitados, açoitados, outros foram presos e torturados, outros ainda, são excluídos por algumas sociedades no mundo, alguns sofrem discriminação, são vistos como fanáticos, alienados, por se manterem fiéis aos princípios bíblicos.

Essa mesma Igreja que está firmada em Jesus, que recebe de Deus poder e a ajuda do Espírito Santo, também sofre, também chora e lida com adversidades, parece contraditório, dizermos que estamos na companhia de um Deus poderoso, mas que em alguns momentos parece não nos ajudar, parece que não tem tanto poder assim.

É claro que muitas das nossas dúvidas e achismos, estão no campo da nossa humanidade, entretanto não podemos nos esquecer que o mesmo Deus que usou o apóstolo Paulo tantas vezes de modo poderoso é o mesmo Deus que não removeu o espinho na carne do apóstolo (2 Coríntios 12.07-09), pois tinha uma razão, não permitir que o mesmo se ensoberbecesse.
A história do apóstolo Paulo em Atos 9 nos mostra que o mesmo Senhor poderoso que falou com Saulo, foi o mesmo que o privou da visão por três dia (Atos 9.09), foi o mesmo Senhor que devolveu a visão a ele (Atos 9.18), que também disse a Ananias o quanto Saulo sofreria por seu nome (Atos 9.16). O sofrimento parede estar impregnado naqueles que são chamados por Jesus, ainda que com objetivos específicos e prazos para acabar.

O escritor Ronaldo Lidório escreve em seu livro Sal & Luz, que (2, p.141), “a igreja convivia com o sobrenatural. Línguas de fogo desciam sobre os discípulos; coxos passavam a andar; demônios eram exorcizados; anjos socorriam os apóstolos; e até mesmo a sombra de Pedro se transformava em instrumento de cura. Por outro lado, nem sempre Deus intervinha miraculosamente. E assim, Estevão foi martirizado; Paulo, preso e açoitado; homens e mulheres fiéis foram passados ao fio da espada ou lançados aos leões. Mas, de maneira que transpõe nossa finita lógica e curta compreensão da história, entre milagres e tragédias, o nome do Senhor Jesus era glorificado, e a Igreja, resistente, avançava. É preciso olhar além da vida.”

Se nós como apascentadores do rebanho de Deus, não prepararmos a Igreja com a pregação da palavra, ensinando que de fato o Senhor é poderoso para livrar, curar, restaurar, prover, abençoar de modo geral, mas se não ensinarmos que também devemos confiar, esperar e suportar as dores e sofrimentos, ou seja, que devemos permanecer em Cristo aconteça o que acontecer, certamente estaremos deixando de cumprir de modo pleno nosso papel como ensinadores e cuidadores do povo de Deus.

Não podemos ser somente pregadores de vitórias, mas também devemos pregar sobre as possíveis derrotas, que em Cristo, podemos suportar (Filipenses 4.12,13), assim como o apóstolo Paulo suportava as suas aflições e necessidades, por ter tudo que precisava com ele, Jesus o nosso Senhor.

Precisamos estar prontos, como Igreja de Jesus, para passarmos pelo que tivermos que passar, crendo sempre que, seja a morte ou a vida, tudo está sob a supervisão de Deus, nada escapa das suas mãos, e nada é impossível para Ele realizar.

II Corintios 6
03 Vivemos de forma que ninguém tropece por nossa causa, nem tenha motivo para criticar nosso ministério. 04 Em tudo que fazemos, mostramos que somos verdadeiros servos de Deus. Suportamos pacientemente aflições, privações e calamidades de todo tipo. 05 Fomos espancados e encarcerados, enfrentamos multidões furiosas, trabalhamos até a exaustão, suportamos noites sem dormir e passamos fome. 06 Mostramos quem somos por nossa pureza, nosso entendimento, nossa paciência e nossa bondade, pelo Espírito Santo que vive em nós e por nosso amor sincero. (NVT)

Ronaldo Lidório destaca que no capítulo 8 de Atos, (2, p.142), “no original, para falar de perseguição contra a igreja em Jerusalém, Lucas escolhe o termo grego “diogmos” o qual era largamente usado cujo significado era: “desenvolvimento de um programa sistemático para a opressão de um povo.” Em Atos 8 a igreja enfrentava um fortíssimo ataque físico (diogmos), emocional (kopetos) e espiritual (lumaino). Logo, era uma igreja que experimentava um profundo sofrimento.”

Hoje os cristãos morrem em acidentes de automóveis, morrem devido ao câncer, problemas cardiovasculares e tantas outras causas. Talvez alguns se perguntem, porque Deus não livrou, porque Deus permitiu que fosse assim, certamente alguns cristãos tem uma ideia sempre triunfalista em tudo aqui na terra, o que não reflete a verdade bíblica, Jesus disse que sim, nós teremos aflições e perdas nessa vida, mas que devemos confiar na firme e poderosa promessa que Ele voltará para arrebatar a sua Igreja. A pergunta que eu me faço e que acho que todos os cristãos deveriam se fazer é, estou pronto para lidar com as dores e sofrimentos, como eu lido com as adversidades e nas perdas que tipo de sentimentos tenho acerca de Deus.

negar a si mesmo e carregar a cruz…

Marcos 8
34 Depois, chamou a multidão e os discípulos e disse: “Se alguém quer ser meu seguidor, negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.

A proposta de Jesus para os queriam segui-lo, não era nada motivadora, segundo a ótica do prazer e satisfação da carne, da nossa vontade, pois caminhar como queremos e não como o Mestre nos manda caminhar seria a melhor escolha e decisão.

O comentarista F.F. Bruce (3, p.1116), escreve sobre Marcos 8.34 a 38 que, “a pessoa que se alistava para a sua causa, ele ensinou, teria de negar a si mesma (v.34), i.e., abandonar a atitude de egocentrismo, e tomar a sua cruz, i.e., estar preparada para enfrentar o martírio, com a humilhação de ter de carregar a viga transversal da sua cruz para o local de execução, que era prática sob o domínio dos romanos (João 19.17). Ele teria de estar disposto, portanto, a perder a sua vida mortal; e tudo isso por causa de Cristo e pelo evangelho (v.35), i.e., pela causa de espalhar as boas-novas do Reino de Deus; pois somente dessa forma essa pessoa iria obter a verdadeira vida, a vida da era por vir. Aqueles, ao contrário, que colocassem como objetivo salvar a sua vida (mortal), especialmente os que tentavam enriquecer, e ganhar o mundo inteiro (v.36), seriam desamparados espirituais na ordem eterna das coisas, e o próprio Cristo lhes manifestaria o seu desprezo (v.38).”

Quantos cristãos deixaram Jesus, ou seja, não submeteram seus desejos pecaminosos ao crivo da palavra de Deus, antes se renderam aos prazeres que cobiçaram, quantos apostataram da fé, voltaram as velhas crenças pagãs, ao velho e pecaminoso modo de vida, quantos deixaram as suas igrejas locais para voltarem a uma convivência com os que não creem e não temem a Deus.

Quando o convite de Jesus é feito para que nos tornemos discípulos Dele, passamos a ter uma grande luta com o nosso eu, com a nossa forma pecaminosa de viver, pois como seguidores de Cristo teremos que diariamente enfrentar nossas velhas tendências, vencendo-as para que a nova criatura nascida em Jesus com a ajuda do Espírito Santo prevaleça.

promessas de Jesus para a sua Igreja…

João 16
33. Eu lhes falei tudo isso para que tenham paz em mim. Aqui no mundo vocês terão aflições, mas animem-se, pois eu venci o mundo”.

João 14
01 “Não deixem que seu coração fique aflito. Creiam em Deus; creiam também em mim. 02 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar lugar para vocês 03 e, quando tudo estiver pronto, virei buscá-los, para que estejam sempre comigo, onde eu estiver. (NVT)

O fato de sofrermos, termos perdas e passarmos por adversidades, não pode gerar em nós ceticismo acerca de Deus, Ele é poderoso para fazer milagres, para nos amparar, para nos ajudar e aconselhar nos momentos mais difíceis da vida, se não o fez ou faz precisamos nos submeter a soberania do Senhor e aos seus propósitos.

Enquanto estava com os discípulos, Jesus disse a eles que mesmo indo para o Pai não ficariam órfãos, a Igreja não está órfã, o Espírito Santo está conosco!

João 14
16 E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Encorajador, que nunca os deixará. 17 É o Espírito da verdade. O mundo não o pode receber, pois não o vê e não o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele habita com vocês agora e depois estará em vocês. 18 Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês. (NVT)

Nós temos as promessas do Senhor e a autoridade concedida por Ele a Igreja, temos essa autoridade porque Jesus venceu a morte, Ronaldo Lidório (2, p.138) ressalta que “a autoridade do Senhor sobre a igreja tem um objetivo: proclamar o reino de Deus[…].”

O fato de não estarmos só nessa terra, já deveria ser por si só motivo mais que suficiente para não olharmos para trás, para não desistirmos, a presença do Espírito Santo em nós é a garantia real de que todas as promessas do Criador serão cumpridas.
Temos muitos incentivos do Senhor, entretanto quero destacar esse incentivo descrito em “Apocalipse 3.05 O vitorioso será vestido de branco. Jamais apagarei seu nome do Livro da Vida e confirmarei, diante de meu Pai e de seus anjos, que ele me pertence., uma promessa a Igreja fiél na terra e não a nominal, pois essa (nominal) o Senhor não a reconhecerá no arrebatamento.

Temos uma garantia real em Jesus, quanto a nossa salvação, também aqui na terra temos o favor de Deus, graças ao Senhor podemos pela fé em Jesus dirigir nossas orações tanto por nós mesmos como pelos outros a Deus e saber que Ele nos ouve e age.

Em Romanos 8 temos o efeito da graça de Deus sobre aqueles que creem em Jesus, após colocarmos a nossa fé somente em Cristo, nossos objetivos passam a ser os objetivos do Espírito, nossa fé no Filho de Deus nos faz receber o perdão, a justificação, podemos acreditar que teremos a vida eterna.

Precisamos nos lembrar das tantas promessas gloriosas que o Senhor faz aos salvos em Cristo Jesus, como a descrita em Apocalipse 2.17, que fala de um alimento reservado aos fiéis e uma inscrição em uma pedra que, segundo F.F. Bruce (3, p.1524), “provavelmente uma inscrição servindo como bilhete de entrada para o banquete celestial.”

Apocalipse 2
17 “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca, e nela estará gravado um nome novo, que ninguém conhece, a não ser aquele que o recebe.”

Ponto de Contato >>>

Se sofrermos e passarmos por maus bocados, seguiremos crendo e confiando em Jesus?

Argumentação >

Quando fomos chamados por Jesus, talvez não tivéssemos noção do que passaríamos, quem sabe as primeiras pregações que escutamos nos fizeram sentir gigantes espiritualmente falando, parece que acreditávamos com mais facilidade, nossa frequência nos trabalhos realizados no templo eram plenas, nossa forma de expressar a fé, pode até mesmo ter sido carregado com algum tipo de radicalismo, todavia como novos convertidos estávamos sempre dispostos a enfrentar tudo e a todos.

Com o passar dos anos, com uma leitura mais apurada da bíblia, sendo lapidados pelas situações e adversidades, talvez percebemos que não estávamos tão firmes quanto achávamos, quem sabe algumas situações contribuíram para o nosso amadurecimento ao ponto de confessarmos que, mesmo já batizados nas águas e frequentes aos cultos, admitimos que precisamos da ajuda de Jesus, da ação do Espírito Santo para não desmoronarmos na fé e na vida cristã.

Quando tudo vai bem podemos compreender que seja natural gritarmos a nossa fé, bater no peito e dizer venha o que vier eu sou de Jesus, ou ainda, podemos não agir com tanta misericórdia com os pecadores, assim como Deus é misericordioso conosco, não nos dando conta de que também somos pecadores.

Poderia aqui citar alguns homens e mulheres de Deus, seja dos relatos bíblicos ou da nossa época, mas não o farei, apenas registro que muitos deles abriram mão da sua estabilidade econômica, financeira e social, para dar a sua vida em prol do outro pregando o evangelho de Cristo. Se nesse momento perguntassem a nós mesmos o que estamos dispostos a abrir mão por Jesus, para responder ao seu chamado, quantos de nós de fato abriríamos mão de algo?

Para se pensar…

O propósito desse pastoreio foi chamar a nossa atenção para o privilégio que temos, ter Jesus como nosso Senhor, bem como ter sido chamados por Ele para tomar parte em sua obra na terra, alargando o seu reino.

Nós somos alvos da bondade, dos favores e das bênçãos de Deus, mas temos que tomar cuidado para não nos entreter com essas benesses a ponto de nos esquecermos da razão pela qual estamos na terra como Igreja de Cristo, anunciar o evangelho e glorificar a Deus, mesmo debaixo de perseguição e sofrimento, em toda a nossa forma de ser e fazer.

 

 

2019 – O Ano da Consolidação
de uma igreja bíblica e relevante

Pastor Ronildo Queiroz
Serviçal da Igreja de Jesus Cristo

 

 

Referências

1. Igreja Essencial: resgatando uma geração que está abandonando a fé. Thom S. Rainer, Sam S. Rainer III, Brasília: Editora Palavra, 2014.
2. Sal & Luz: compreendendo, vivendo e praticando a missão. Ronaldo Lidório – Editora Betânia
3. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. F.F. Bruce – Ed. Vida.

Pastoreio #61
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